Desde pequena tenho fascinação por perfumes. Quando tinha uns 12 anos de idade, eu e a minha mãe costumávamos ganhar alguns mimos de um conselheiro da indústria que meu pai trabalha, que também era amigo dele. Esse amigo morava em Punta Del Leste, e tais mimos incluiam chocolates suíços e alguns perfumes importados. Vários. Daí começou o meu vício.
Nessa época comecei a entender que memória olfativa é um negócio incrível. Perfumes marcam épocas, mesmo sem perceber, você associa a fragrância a fases, lugares e a pessoas. Podem se passar anos, mas basta você fechar os olhos e sentir o cheiro para viajar no tempo de graça. Voltam as mesmas sensações, com tanta intensidade, que algumas chegam a ser nostálgicas e até emocionantes.
Meu primeiro perfume foi um Kriska, da Natura, que eu ganhei na minha primeira comunhão. Usava todos os dias, hoje é um perfume que eu acho horrível.
Depois do Kriska, resolvi mudar (ainda bem). Usei por algum tempo o Mamãe & Bebê, que é uma colônia muito suavezinha mas bem gostosa, do tipo que não atrapalhava ninguém. Também roubava da minha mãe o Thathy, do Boticário, que é uma deliciosa colônia "adolescente". Engraçado, que, enquanto escrevo, posso lembrar dos cheiros desses perfumes com facilidade.
Depois disso, vieram os importados. Não me lembro exatamente qual foi meu primeiro, mas me sei que não comecei "brincando". Eles já vieram poderosos. Um deles era o insuportável Anais Anais, da Cacharel, que é um EDT mas fixa 3 vezes mais que qualquer EDP. Um buquê floral extremamente doce, que, ou você ama, ou você odeia. Hoje, eu odeio. Alguns coadjuvantes como o Presence D'Une Femme, da Montblanc, um oriental com frasco fofinho, que também usei por algum tempo. Um dos meus preferidos na época que comecei a fazer preparatório na Tupy era o tradicional Laguna, Salvador Dali. Fresco, jovem, ideal para a fase que eu estava passando.
Porém, nada se compara ao conforto, suavidade e autoconfiança que me trazia o perfume que marcou essa época pra mim. Tresór, da Lâncome. Quando precisava me sentir mais bonita, mais legal ou mais inteligente, era ele que me ajudava a chegar lá.
Depois vieram outros mais mordeninhos, como o 212 (tradicional) da Carolina Herrera, que para mim é o típico perfume que te deixa pra cima. Sim, pode acreditar, os perfumes tem esse poder de melhorar nosso humor!
Sob influência e passando a me conhecer melhor como mulher, pulei para o Linda, do Boticário. Me identifiquei muito com esse cheiro doce, feminino e suave, tanto que o usei por 4 frascos seguidos. Minha mãe, que assumidamente usa todos meus perfumes, compra ele até hoje.
Um dia, passeando na Renner, resolvi provar alguns perfumes com a minha mãe. Nos apaixonamos imediatamente pelo Burberry, o tradicional mesmo. Dei para ela de aniversário, sofridamente um frasco de 30 ml. Me causava a mesma sensação de conforto e autoconfiança que o Tresór, Era um perfume quente, de inverno. Foi meu perfume preferido por muito tempo, o dividi com a mãe até acabar. Demorei para ter outro. Atualmente, tenho metade de um vidro de 50ml na penteadeira. Recorro sempre que quero me sentir assim, mais... sofisticada! Hummm hehehe.
Fases negras todo mundo tem, ok, a minha inclui dois vidros de Morena Flor, da Avon, cujo remanescente ainda encontra-se na minha penteadeira. Alguém quer? Estou doando.
Um Sexy Little Things fofíssimo da Victoria's Secret de 7ml ainda me acompanha em ocasiões especiais. Um EDP sensual da Marina de Bourbom chamado Rouge Royal também. E olha que eu desejei esse perfume! Entretanto, confesso que está difícil de acabar o frasco de 100ml que comprei faz mais de 1 ano... a concorrência não é fácil.
Um Marina de Bourbon tradicional, abarrotado de baunilha, faz minha mãe ter dor de cabeça, mas me agrada muito. Comprei por que gostei na pele de uma amiga, uso pouco, mas é sempre uma boa opção quando preciso me sentir "mais do que mais uma na multidão".
Nesse meio tempo, "destruí" um 212 Sexy, da Carolina Herrera de 100ml, que de tão ruim a fixação, não deve ter durado 6 meses. A fragrância é MARAVILHOSA, mas não dura nada. Uma pena, por que amei de coração esse perfume, só na compraria novamente.
Na penteadeira também tenho um Tommy Girl similar, que uso quando é dia "no inspiration". Gostosinho, porém, sem gracinha.
Nesse meio tempo me apaixonei pelo Black XS, da Paco Rabanne, uma combinação EXPLOSIVA de pimenta rosa, flor de tamarindo, uva do Monte, violeta negra, rosa Hellebora, flor de cacau, madeira de Massoia, patchouli e baunilha negra. Nem preciso dizer mais nada, né?
Depois disso veio o ápice da doçura, com o amor a primeira vista pelo Fantasy, da Britney. Usei na época em que saia muito, festava muito, e um perfume que resistisse por horas era totalmente necessário. A escolha foi um parfum, claro, e o Fantasy me acompanha até hoje.
A mais recente aquisição é o CH, da Carolina Herrera. Eu procurava um perfume mais "tradicional" depois da overdose de Fantasy, acho que combina bem comigo. É Toilette, mas fixa bem. Pelo menos, o namorado aprovou e adora.







Olá Maria Carol!
ResponderExcluirMeu nome é Nicolle,e encontrei seu Blog,meio que por acaso,(há alguns dias).
Simplesmente adorei!
Essa postagem:"Os perfumes da minha vida",achei o máximo e me fez recordar muitas fases vividas...
Vc tem toda razão...memória olfativa é um negócio incrível...
Sempre fico toda contente qdo encontro algo que me agrade na net.
Já sou fã do seu Blog!
"Matando um leão por dia"..nossa!!.Que tudo!
Parabéns,viu?!
Inclusive estou impressionada com o Método DeRose,(que tomei conhecimento aqui no seu Blog).
Um abraço!
Nicolle